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Relembrando informações básicas de nossa Fé Católica

É comum, quando somos absorvidos por nossa rotina diária, nos esquecermos de conhecimentos e fatos que, um dia, nos foram amorosamente ensinados por nossos pais, professores de religião ou mesmo nossos catequistas, que nos prepararam para nossa Primeira Comunhão.Perguntas como "Quantos e quais são os dons do Espírito Santo?" ou "Qual o nome dos Doze Apóstolos?", ou ainda, "Quantos e quais são os Pecados Capitais?" muitas vezes nos deixam pensando, batalhando com nossa memória, tentando trazer à tona a informação que sabemos estar guardada, mas que por falta de uso, simplesmente, nos esquecemos. Vamos relembrar?

Os 10 Mandamentos

Quando Jesus menciona «Amarás o Senhor teu Deus com todo teu Coração, com toda a tua Alma e com todas as tuas Forças» e «Amarás o Teu próximo como a Ti mesmo», na verdade ele resume os 10 Mandamentos recebidos por Moisés em 2 grupos: Mandamentos sobre como se portar com relação a Deus (1 a 3), e com relação aos nossos irmãos em Cristo (4 a 10).

O Primeiro Mandamento:

Eu sou o Senhor teu Deus não terás outro Deus além de mim

O Segundo Mandamento:

Não invocar o Santo Nome de Deus em vão

O Terceiro Mandamento:

Santificar os Domingos e Festas de Guarda

O Quarto Mandamento:

Honrar Pai e Mãe

O Quinto Mandamento:

Não Matar

O Sexto Mandamento:

Não cometer o Adultério (Não pecar contra a castidade)

O Sétimo Mandamento:

Não roubar

O Oitavo Mandamento:

Não levantar falsos testemunhos

O Nono Mandamento:

Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos (Não desejarás a mulher do próximo)

O Décimo Mandamento:

Não cobiçar as coisas alheias

Agora vejam que interessante ... Os dez mandamentos, apresentados pela primeira vez no contexto de Livro de Êxodo, capítulo 20, versículos 1 a 17, foram divididos em versículos com base no livro, os quais são:

(1) E Deus falou todas estas palavras:

(2) 'Eu Sou Javé, o SENHOR, teu Deus, que te fez sair da terra do Egito, da casa da escravidão!

(3) Não terás outros deuses além de mim.

(4) Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem esculpida, nada que se assemelhe ao que existe lá em cima, nos céus, ou embaixo na terra, ou mesmo nas águas que estão debaixo da terra.

(5) Não te prostrarás diante desses deuses e não os servirás, porquanto Eu, o SENHOR teu Deus, sou um Deus ciumento, que puno a iniquidade dos pais sobre os filhos até a terceira e quarta geração dos que me odeiam,

(6) mas que também ajo com amor até a milésima geração para aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.

(7) Não pronunciarás em vão o Nome de Javé, o SENHOR teu Deus, porque Javé não deixará impune qualquer pessoa que pronunciar em vão o seu Nome.

(8)Lembra-te do dia do shabbãth, sábado, para santificá-lo.

(9) Trabalharás seis dias e neles realizarás todos os teus serviços.

(10) Contudo, o sétimo dia da semana é o shabbãth, sábado, consagrado a Javé, teu Deus. Não farás nesse dia nenhum serviço, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu escravo, nem tua escrava, nem teu animal, nem o estrangeiro que estiverem morando em tuas cidades.

(11) Porquanto em seis dias Eu, o SENHOR, fiz o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles, mas no sétimo dia descansei. Foi por esse motivo que Eu, o SENHOR, abençoei o shabbãth, sábado, e o separei para ser um dia santo.

(12) Honra teu pai e tua mãe, a fim de que venhas a ter vida longa na terra que Javé, o teu Deus, te dá.

(13) Não matarás.

(14) Não adulterarás.

(15) Não furtarás.

(16) Não darás falso testemunho contra o teu próximo.

(17) Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seus servos ou servas, nem seu boi ou jumento, nem coisa alguma que lhe pertença'.

Diferentes tradições religiosas, não apenas judaicas ou só cristãs, apresentam os dezessete versículos de Êxodo 20: 1–17 e seus correspondentes versículos em Deuteronômio 5: 4–21.

Alguns sugerem que "o número dez" é uma opção para auxiliar a memorização, em vez de uma questão de teologia, embora essa organização decenal mostre coesão interna, concordância e consistência temática a justificá-la. Bem interessante ver que dependendo da vertente religiosa, a organização dos Mandamentos muda pois alguns se fundem. Veja a tabela abaixo:

O terceiro mandamento sobre idolatria não é claramente declarado na versão Católica Apostólica Romana mas se considera estar incluído no primeiro mandamento, e não se refere à personagens santificados pela Igreja, incluindo Nossa Senhora em todas as suas versões.

Os Dons do Espírito Santo

São 7 os Dons do Espírito Santo:

SABEDORIA: Dom que nos faz perceber e conhecer os caminhos de Deus para nossa salvação e elevação de nossas mentes ao desejo das coisas eternas, isto é, a Verdade, que é Deus, no qual pomos nossa complacência.

ENTENDIMENTO: Dom que nos faz entender as sublimes verdades da salvação e dos divinos mistérios, os quais não podemos alcançar com as luzes naturais da razão humana. Torna nossa inteligência capaz de entender intuitivamente tais verdade.

CIÊNCIA: Dom que nos possibilita conhecer e julgar retamente das coisas criadas, o modo de bem usar delas e de as dirigir ao último fim, que é Deus.

CONSELHO: Dom que nos faz saber escolher, nos diversos passos da vida humana, a direção ou atitude que mais convém à glória de Deus, à nossa salvação e ao bem do próximo.

FORTALEZA: Dom que nos incute energia e coragem para observar fielmente a santa Lei de Deus e da Igreja, vencendo todos os obstáculos e os assaltos dos nossos inimigos (o mundo, o demônio e a imoralidade).

PIEDADE: Dom pelo qual veneramos e amamos a Deus, a Virgem Maria e aos Santos, e conservamos ânimo bondoso e benévolo para com o próximo, por amor de Deus.

TEMOR A DEUS: Este dom nos incita à prática do bem e a nos afastarmos do mal, levando-nos a reverenciar a Deus e ter receio de entristecê-lo ou de ofender a sua Divina Majestade.

Os Doze (ou Treze) Apóstolos

Com o suicídio de Judas Iscariotes após a traição cometida contra Jesus por 30 moedas de prata, os 11 discípulos, com a ajuda do Espírito Santo, decidiram recompor o número original de 12 apóstolos convidando a Matias ( Atos 1, 23-26), que teria atuado evangelizando na Judéia e Macedônia e martirizado na Etiópia.

O único apóstolo cuja morte está registrada na Bíblia é Tiago (Atos 12:2). O rei Herodes “fez Tiago passar a fio de espada” – aparentemente uma referência à decapitação. As circunstâncias das mortes dos outros apóstolos só podem ser conhecidas baseadas em tradições antigas igreja, estudos teológicos e livros apócrifos. ("tradições" = histórias contadas verbalmente).

Eis a lista dos Apóstolos e como terminaram seus dias (os Bispos da Igreja atual são os herdeiros espirituais e das funções dos Apóstolos):

 

Judas Iscariotes

33 d.C. - Suicidou-se, arrependido por ter traído Jesus. Se enforcou em uma árvore e o galho teria partido arremessando-o sobre pedras pontiagudas abaixo na Geena.

Tiago Maior

44 d.C. - O Santiago do Caminho, irmão de João. Foi morto ao lado do homem que o denunciou para Herodes Agripa, rei da Judéia. Seu delator se arrependeu e se converteu antes de morrer. Foram ambos decapitados pela espada de um soldado e seus restos jogados aos cães.

Filipe

54 d.C. - Conta-se que morreu por tentar converter a mulher do homem errado, um procônsul romano. Versões diferentes mencionam cruxificação ou tortura até a morte (não muito diferente do que é, realmente, a cruxificação), em algum lugar da Ásia Menor.

Mateus (Levi)

60 d.C. - O coletor de impostos e evangelista - a história mais antiga diz que ele morreu na Etiópia de causas naturais mas há também relatos de que ele teria sido morto por um rei local (e há 4 versões: decapitado, afogado, esfaqueado ou queimado).

Tiago Menor

63/64 d.C. - Culpando os cristãos pelo incêndio que destruiu Roma em 64 d.C., o imperador Nero teria inflamado o povo a apedrejar e espancar Tiago (hoje, há historiadores que dizem que a perseguição a cristãos começou somente após o período de Nero).

(Simão) Pedro

64 d.C. - Também vítima da perseguição aos cristãos por Nero, pediu para ser crucificado de cabeça para baixo por se sentir indigno de morrer como Cristo. Segundo a tradição, o fato se deu no Circo de Nero, onde hoje se encontra a cidade do Vaticano.

André

69 d.C. - Irmão mais velho de Pedro, o apóstolo mais velho, morreu crucificado em cruz em forma de X, na Grécia, por se recusar a renegar sua fé em frente ao procônsu romano Aegeates.

Tomé (o dídimo)

72 d.C. - Perfurado pelas lanças de soldados em Mylapore, Índia. Razão: converteu a esposa do rei Misdaeu, Charisius; ela se negou a manter relações sexuais com o rei após tornar-se cristã. A cidade de Mylapore, após ser dominada por Portugueses, passou a se chamar "São Tomé de Meliapor"

João

103 d.C. - Após ser quase queimado vivo por ordem do imperador romano Domiciano, exilou-se na Ilha de Pátmos, na Grécia, em meados de 90 d.C. onde escreveu sob inspiração divina o Apocalipse. De lá, se mudou para Éfeso, onde morreu de causa natural (velhice).

Os apóstolos seguintes não possuem registros de quando teriam falecido nem as causas são muito confiáveis

Bartolomeu (ou Natanael)

?? d.C. - Teria morrido na Armênia mas não se sabe se teria sido crucificado ou esfolado e decapitado pelo irmão do rei Polymius. O monarca havia sido convertido pelo apóstolo.

Simão (o Zelote)

?? d.C. - Teria morrido ao renegar algum deus do sol e teria ocorrido ou na Inglaterra ou na Pérsia (atual Irã). Outra fonte diz que teria sido morto ao lado de seu amigo mais próximo, o apóstolo Judas Tadeu.

(Judas) Tadeu

?? d.C. - Teria sido martirizado em Beirute, capital do atual Líbano, ao lado do apóstolo Simão (o Zelote).

Os Pecados

PECADO é a transgressão deliberada e consciente das leis estabelecidas por Deus. A Bíblia Sagrada nos mostra três categorias de pecados, a saber:

1-Pecados mortais, capitais ou pecados que são para a morte.

2-Pecados veniais ou pecados que não são para a morte.

3-Pecado imperdoável ou blasfêmia contra o Espírito Santo.

Paulo (de Tarso)

Ao redor de 67 d.C. - Apesar de não fazer parte do grupo dos Apóstolos, entendemos que vale a mena mencionar também o martírio de São Paulo, já que se trata de uma das personagens mais importantes na formação Teológica da Igreja Católica.

Após ser salvo de morrer apedrejado em Jerusalem pelos Judeus após promover a quebra de conceitos da lei mosaica (como circuncisão e outros pontos), foi preso permaneceu em Cesaréia por 2 anos. Ia ser condenado quando pediu para ser levado à uma corte romana (em Roma) clamando por seu direito de cidadão.

Seu barco teria naufragado perto de Malta e, finalmente, Paulo teria chegado à Roma em 60 a.C. onde ficou em prisão domiciliar por, pelo menos, 2 anos.

Sua sentença de decapitação (rápida e sem dor) foi decidida por Nero somente porque Paulo tinha cidadania romana.

(mais abaixo nesta página comentamos mais detalhes da história de Paulo, de suas viagens e suas cartas).

Os Pecados Mortais/Capitais:

São sete (abaixo) e são uma rebeldia movida pelo orgulho e pelo não reconhecimento da Soberania Divina. Para que seja apagado esse tipo de pecado, são necessários os seguintes passos diante de Deus:

1-Arrependimento.

2-Confissão.

3-Pedido de perdão.

4-Decisão de não voltar a pecar.

1 - A Gula

Gula é o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida ou bebida.

2 - A Avareza

É o apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais e pelo dinheiro, priorizando-os e deixando Deus em segundo plano.

3 - A Luxúria

A luxúria (do latim luxuriae) é o desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual e material. Também pode ser entendido em seu sentido original: “deixar-se dominar pelas paixões”.

4 - A Ira

A Ira é o intenso e descontrolado sentimento de raiva, ódio, rancor que pode ou não gerar sentimento de vingança. É um sentimento mental que conflita o agente causador da ira e o irado.

5 - A Inveja

A inveja é considerada pecado porque uma pessoa invejosa ignora suas próprias bênçãos e prioriza o status de outra pessoa no lugar do próprio crescimento espiritual.

6 - A Preguiça

A Igreja Católica apresenta a preguiça como um dos sete pecados capitais, caracterizado pela pessoa que vive em estado de falta de capricho, de esmero, de empenho, em negligência, desleixo, morosidade, lentidão e moleza, de causa orgânica ou psíquica, que a leva à inatividade acentuada. Aversão ao trabalho, frequentemente associada ao ócio, vadiagem. Do latim prigritia

7 - A Orgulho ou Vaidade

Conhecida como soberba, é associada à orgulho excessivo, arrogância e vaidade.

PECADO VENIAL (ou pecado que não é para a morte):

É aquele cometido por fraqueza da parte do pecador, mas sem a intenção de resistir à vontade de Deus. Muitas vezes, esse tipo de pecado é cometido pelo desconhecimento da vontade Divina. Encontramos vários exemplos desses tipos de pecados nos livros de Gênesis e de Deuteronômio.

PECADO IMPERDOÁVEL (ou Blasfêmia contra o Espírito Santo):

É a ofensa verbal e premeditada contra a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade (o Espírito Santo), conforme depreendemos da leitura do texto de Mateus 12.31, que diz, “IN VERBIS”: “Portanto, EU vos digo: todo e pecado e blasfêmia se perdoará aos homens. Mas, a blasfêmia contra o Espírito Santo não se perdoará aos homens”.

Por que a blasfêmia contra o Espírito Santo constitui-se num pecado imperdoável? Porque o pecador impenitente despreza, consciente e taxativamente, o único Ser, em todo o Universo, que pode convencê-lo do juízo, da justiça e do pecado. Esta iniqüidade afasta do homem todas as possibilidades de arrependimento. E, sem arrependimento, não há remissão de pecados.

Lembrem-se de que é o arrependimento que leva à confissão; a confissão ao pedido de perdão; e o pedido de perdão à disposição de não mais pecar.

As Leis da Igreja Católica

Às vezes, vemos pessoas, mesmo católicas, que dão a impressão de imaginar que as leis da Igreja obrigam menos que as de Deus. “Bem, é somente uma lei da Igreja”, dizem talvez.

Pense bem antes de dizer “É somente uma lei da Igreja”.

As leis da Igreja são praticamente o mesmo que as leis de Deus, porque estão diretamente ligadas à sua aplicação. Uma das razões pelas quais Jesus estabeleceu a sua Igreja foi precisamente esta: a promulgação de todas as leis necessárias para corroborar os seus ensinamentos em bem das almas.

Para comprová-lo, basta recordar as palavras do Senhor: "quem vos ouve, a mim ouve, e quem vos despreza, a mim despreza" (Lc 10, 16). Cristo falava à Igreja na pessoa dos seus Apóstolos. Assim, pois, as leis da Igreja têm toda a autoridade de Cristo. Violar deliberadamente uma lei da Igreja é tão pecado como violar um dos Dez Mandamentos.

Quantas leis da Igreja há? A maioria responderá “cinco” ou “seis”, porque esse é o número que tradicionalmente nos dão os catecismos. A verdade é que são muitíssimos mais – como mostra o Código de Direito Canônico - mas, apesar de serem tão numerosas, sete delas são as fundamentais e por isso as chamamos habitualmente os Mandamentos da Igreja:

1º: “Participar da Missa inteira aos domingos, de outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho”.

Ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se comemora a ressurreição do Senhor, e as festas litúrgicas em honra dos mistérios do Senhor, da Santíssima Virgem Maria e dos santos, em primeiro lugar participando da Celebração Eucarística, em que se reúne a comunidade cristã, e se abstendo de trabalhos e negócios que possam impedir tal santificação desses dias.

Os Dias Santos com obrigação de participar da Missa são esses conforme o Catecismo: Devem ser guardados [além dos domingos] o dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania (domingo no Brasil), da Ascensão (domingo) e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi), de Santa Maria, Mãe de Deus (1º de janeiro), de sua Imaculada Conceição (8 de dezembro) e Assunção (domingo), de São José (19 de março), dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo (domingo) e, por fim, de Todos os Santos (domingo).

2º: “Confessar-se ao menos uma vez por ano”.
Assegura a preparação para a Eucaristia pela recepção do Sacramento da Reconciliação, que continua a obra de conversão e perdão do Batismo. É claro que é pouco se confessar uma vez ao ano, seria bom que cada um se confessasse ao menos uma vez por mês, pois fica mais fácil de se recordar dos pecados e de ter a graça para vencê-los.

3º: “Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da ressurreição”.
O período pascal vai da Páscoa até a Festa da Ascensão e garante um mínimo na recepção do Corpo e do Sangue do Senhor em ligação com as festas pascais, origem e centro da Liturgia Cristã.
Também é muito pouco comungar ao menos uma vez ao ano. A Igreja recomenda (não obriga) a comunhão diária.

4º: “Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja”.
No Brasil, isso deve ser feito na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa. Esse jejum consiste em um leve café da manhã, um almoço leve e um lanche também leve à tarde, sem mais nada no meio do dia, nem o cafezinho. Quem desejar, pode fazer um jejum mais rigoroso; o obrigatório é o mínimo. Os que já tem mais de sessenta anos estão dispensados da obrigatoriedade, mas podem fazê-lo se desejarem.

Diz o Catecismo que o jejum “determina os tempos de ascese e penitência, os quais nos preparam para as festas litúrgicas, contribuem para nos fazer adquirir o domínio sobre nossos instintos e a liberdade de coração”.

5º: “Ajudar a Igreja em suas necessidades”
Recorda aos fiéis que devem ir ao encontro das necessidades materiais da Igreja, cada um conforme as próprias possibilidades. Não é obrigatório que o dízimo seja de 10% do salário, nem o Catecismo nem o Código de Direito Canônico obrigam essa porcentagem, mas é bom e bonito se assim o for. O importante é, como disse São Paulo, dar com alegria, pois Deus ama aquele que dá com alegria. Essa ajuda às necessidades da Igreja pode ser dada uma parte na paróquia e em outras obras da Igreja.

Existem outros dois os quais foram agregados recentemente à lista original dos cinco, totalizando então sete mandamentos (ou preceitos) da Igreja Católica):

6º: “Observar rigorosamente os ensinamentos da Santa Igreja Católica sobre o Sacramento do Matrimônio”

7º: “Participar ativamente nos esforços de evangelização da Igreja.”

Os Sacramentos

Não há como negar: apesar de nós, Católicos, convivermos com os Sacramentos por toda nossa vida na Igreja, muitos de nós não compreendem exatamente o que eles são e porque existem.

Os Sacramentos da Igreja Católica são rituais instaurados por nosso Senhor Jesus Cristo com o objetivo de permitir aos fiéis, ou seguidores de sua mensagem, acesso às Graças de Deus.

Antes, porém, de conhecer os Sacramentos, é importante saber o que é a Graça de Deus e qual a diferença entre Graça, Misericórdia e Bênção.

São 7 os Sacramentos:

Graça é Deus escolhendo nos presentear com o que há de bom, mesmo sem o merecermos. É a sua benevolência a quem não merece.

Deus mostra tanto Misericórdia quanto Graça, mas elas não são a mesma coisa.

A Misericórdia detém um mal ou consequência de nossos próprios atos que merecemos.

Em misericórdia, Deus escolheu cancelar a dívida do pecado ao sacrificar o seu Filho perfeito em nosso lugar (Tito 3:5; 2 Coríntios 5:21). Mas Ele vai ainda mais além de ter misericórdia ao estender graça aos seus inimigos (Romanos 5:10). Ele nos oferece:

- o perdão (Hebreus 8:12; Efésios 1:7),

- a reconciliação (Colossenses 1:19-20),

- a vida abundante (João 10:10),

- o tesouro eterno (Lucas 12:33),

- o Seu Espírito Santo (Lucas 11 : 13), e

- um lugar no céu com Ele um dia (João 3:16-18) quando aceitamos a sua oferta e colocamos a nossa fé em seu sacrifício.

Bênçãos são demonstrações da generosidade de Deus ao exercer sua Misericórdia e nos conceder Graças, ambas em abundãncia!

Batismo

O batismo é o primeiro sacramento e ele insere o fiel na vida cristã, pois mostra o desejo de alcançar a salvação. Por ele, somos libertos do pecado, entregues à paternidade de Deus, unidos em Jesus Cristo e incorporados à Igreja. As crianças que serão batizadas devem ter seus pais e padrinhos devidamente instruídos sobre o significado do batismo e também sobre as obrigações que assumem perante Deus e a Igreja, de conduzir a criança à vida cristã. Os adultos que quiserem se batizar deverão manifestar essa vontade, estar conscientes das verdades sobre a fé e das obrigações cristãs, sendo advertidos para arrepender-se de seus pecados.

Confirmação (Crisma)

Na confirmação, os batizados avançam em seu caminho de iniciação cristã. São enriquecidos com os dons do Espírito Santo e chamados a testemunhar Jesus Cristo por obras e palavras. A unção do crisma na fronte, pelo óleo consagrado pelo bispo, deve ser realizado na igreja e inserido na celebração da Missa. Na doutrina cristã, para que se receba a confirmação é necessário – além do batismo – que se tenha pleno uso da razão, esteja bem instruído e possa renovar a promessa do batismo. para arrepender-se de seus pecados.

Eucaristía

É na Santíssima Eucaristia que o Senhor Jesus Cristo se mantém e oferece-se, e pela qual continuamente vive e cresce a Igreja. O sacrifício eucarístico é a memória da Morte e Ressurreição do Senhor, pelo qual se relembra o sacrifício da cruz. A Eucaristia representa a fonte de todo culto e vida cristã, pelo qual se realiza a comunhão do povo de Deus e se completa a edificação do Corpo de Cristo. É que, na Celebração Eucarística, o Cristo presente sob as espécies do pão e do vinho, pelo ministério do sacerdote, oferece-se a Deus Pai e se dá como alimento espiritual aos fiéis. A adoração eurcarística é uma extensão da oportunidade de estarmos na presença de Jesus Eucarístico mas não substitui o sacramento.

Reconciliação (Confissão)

No sacramento da Reconciliação, os fiéis confessam seus pecados ao sacerdote, devendo estar arrependidos e intencionados a se corrigir mediante a absolvição que lhes é dada. É pela confissão individual e pela absolvição que o fiel, consciente de pecado grave, reconcilia-se com Deus e com a Igreja. Para alcançar o perdão dos pecados e reconciliar-se com a Igreja, o fiel deve estar de tal maneira disposto que, arrependido de seus pecados e com o propósito de se corrigir, converta-se a Deus. Se sugere que os pecados veniais também sejam confessados mas somente é obrigatória a confissão verbal dos pecados mortais (mas arrepender-se de todos)!

Unção dos Enfermos

A unção dos doentes é o sacramento pelo qual a Igreja encomenda a Deus os fiéis perigosamente doentes, para que os alivie e salve, ungindo-os com o óleo e proferindo as palavras prescritas nos livros litúrgicos. A unção dos doentes será administrada ao fiel que se encontrar em perigo de morte, estando no uso da razão ou que tenha manifestado esse desejo anteriormente. Em caso de dúvida, deve-se administrar a unção. O sacramento pode se repetir se o fiel doente, depois de ter se recuperado, recair em doença grave ou se, durante a mesma enfermidade, aumentar o perigo.

Matrimônio

É pelo matrimônio que o homem e a mulher batizados se entregam e se recebem mutuamente, pelo bem do casal e educação dos filhos. O Sacramento é oficiado pelo casal, e o sacerdote serve de testemunha. As propriedades essenciais do matrimônio são a unidade, que na aliança conjugal o homem e a mulher “já não são dois, mas uma só carne” (Mt 19,6), e a indissolubilidade, que representa uma união para a vida toda e confere particular firmeza ao matrimônio cristão. O matrimônio e o amor do casal se dispõem, por natureza própria, a geração e criação dos filhos que são o maior dom dessa união e contribuem muito para o bem dos próprios pais.

Ordem

Há 3 graus do Sacramento da Ordem:

1º: diaconado (diáconos) / 2º: presbiterado (padres) / 3º: episcopado (bispos)

É pelo sacramento da ordem e por vocação divina que alguns entre os fiéis, pelo carácter permanente com que se comprometem, são constituídos ministros sagrados, isto é, são consagrados para que, segundo o grau de cada um, apascentem o povo de Deus, desempenhando na pessoa de Cristo as funções de ensinar, santificar e reger.

Frades, freis, freiras, e outros ligados à igreja são considerados somente Consagrados a Deus sem receberem o Sacramento da Ordem - somente prestam votos segundo o que é especificado em suas respectivas órdens (organizações católicas - não confundir com o sacramento)

A Excomunhão, pena aplicada a aqueles que são considerados "Anátemas" ou "afastados da comunhão de Deus por atitudes consideradas imperdoáveis e intencionais", afasta o crente da participação e recebimento dos Sacramentos. Somente o Papa ou seu Bispo local pode cancelar a excomunhão a partir de uma confissão que seja convincente. Padres podem também cancelar a excomunhão no caso de perigo iminente de morte de um excomungado. As razões para excomunhão e detalhes dos níveis dessa "pena" são muitos.

O Ano Litúrgico

Da necessidade de se organizar as comemorações religiosas, foi estabelecido um calendário de datas a serem seguidas, que ficou sendo denominado de “Ano Litúrgico” ou “Calendário Litúrgico”.

O Ano Civil começa em 1º de Janeiro e termina em 31 de Dezembro. Já o Ano Litúrgico começa no 1º Domingo do Advento (cerca de quatro semanas antes do Natal) e termina no sábado anterior a ele. Podemos perceber, também, que o Ano Litúrgico está dividido em “Tempos Litúrgicos”, como veremos a seguir.

Antes, porém, vale a pena lembrar que o Ano Litúrgico é composto de dias, e que esses dias são santificados pelas celebrações litúrgicas do povo de Deus, principalmente pelo Sacrifício Eucarístico e pela Liturgia das Horas.

Por esses dias serem santificados, eles passam a ser denominados dias litúrgicos. A celebração do Domingo e das Solenidades, porém, começa com as Vésperas (na parte da tarde) do dia anterior.

Dentre os Dias Litúrgicos da semana, no primeiro dia, ou seja, no Domingo (Dia do Senhor), a Igreja celebra o Mistério Pascal de Jesus, obedecendo à tradição dos Apóstolos. Por esse motivo, o Domingo deve ser tido como o principal dia de festa.

Abaixo seguem as principais características de cada divisão do Ano Litúrgico (Tempos):

 

Tempo do Advento

O Tempo do Advento possui dupla característica: sendo um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que comemoramos a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, é também um tempo em que, por meio desta lembrança, se voltam os corações para a expectativa da segunda vinda de Cristo no fim dos tempos. Por esse duplo motivo, o tempo do Advento se apresenta como um tempo de piedosa expectativa da vinda do Messias, além de se apresentar como um tempo de purificação de vida. O tempo do Advento inicia-se quatro domingos antes do Natal e termina no dia 24 de Dezembro, desembocando na comemoração do nascimento de Cristo. É um tempo de festa, mas de alegria moderada.

As igrejas colocam ao lado do Altar uma guirlanda verde decorada com fita vermelha, chamada de Coroa do Advento, circundando 4 velas, cada uma representando um dos domingos deste tempo Litúrgico. Recentemente uma vela branca foi adicionada no centro das demais. O formato circular da coroa representa a infinitude de Deus e seu alcance e disponibilidade para todos, sem distinção. A cor verde representa a esperança que renasce junto com o nascimento de Jesus. A fita vermelha representa o Amor de Deus que é entregue a nós gratuitamente e de forma infinita.

Já as velas podem apresentar diferença segundo o país. No Brasil, as cores das 4 velas em sequência são verde, vermelha, rosa e branca. Nos Estados Unidos, o mais comum é que as velas sejam roxa, roxa, rosa e roxa. Em ambos os casos, cada vela é acesa em um domingo do Advento.

A primeira vela, conhecida como a vela dos Profetas, representa a esperança da futura chegada do Messias, do Salvador.

A segunda vela, conhecida como a vela de Belém, representa a Fé de todos nós acompanhando a viagem da Sagrada Família a Jerusalém e Belém.

A terceira vela, conhecida como a vela dos Pastores, representa a Alegria com a iminente chegada de Jesus.

A quarta vela, conhecida como a vela dos Anjos, representa a Paz anunciada por eles "Paz na terra aos homens de boa vontade!"

No Advento a cor litúrgica e o Roxo sendo que no Gaudete pode usar-se o rosa.

Tempo de preparação para o Natal é o Advento que são quatro domingos, sendo o terceiro domingo do advento, o Domingo Gaudete.

 

Tempo do Natal

Após a celebração anual da Páscoa, a comemoração mais venerável para a Igreja é o Natal do Senhor e suas primeiras manifestações, pois o Natal é um tempo de fé, alegria e acolhimento do Filho de Deus que se fez Homem. O tempo do Natal vai da véspera do Natal de Nosso Senhor até o domingo depois da festa da aparição divina, em que se comemora o Batismo de Jesus. No ciclo do Natal são celebradas as festas da Sagrada Família, de Maria, mãe de Jesus, Epifania do Senhor e do Batismo de Jesus.

No Natal a cor é Branca simbolizando a paz e a harmonia.

Tempo da Quaresma

O Tempo da Quaresma é um tempo forte de conversão e penitência, jejum, caridade e oração. É um tempo de preparação para a Páscoa do Senhor, e dura quarenta dias. Neste período não se diz o Aleluia, nem se colocam flores na Igreja, as imagens ficam veladas com tecidos roxos, com exceção da cruz, que só é velada na Semana Santa, não devem ser usados muitos instrumentos e não se canta o Glória a Deus nas alturas, para que as manifestações de alegria sejam expressadas de forma mais intensa no tempo que se segue, a Páscoa. A Quaresma inicia-se na Quarta-feira de Cinzas, e termina no Domingo de Ramos.

No Quaresma a cor litúrgica e o Roxo sendo que no  QUARTO domingo, o Domingo Laetare pode usar-se o rosa.

Tempo de preparação para o A páscoa que e composta por quatro domingos, sendo o terceiro domingo da quaresma, o Domingo Laetare.

Na Sexta-Feira Santa celebra-se a Paixão e Morte de Jesus Cristo. É o único dia do ano que não tem Missa, acontece apenas uma Celebração da Palavra chamada de “Ação ou Ato Litúrgico”.

Durante o Sábado Santo, a Igreja não exerce qualquer acto litúrgico, permanecendo em contemplação de Jesus morto e sepultado.

Na noite de Sábado Santo, já pertencente ao Domingo de Páscoa, acontece a solene Vigília pascal. Conclui-se, então, o Tríduo Pascal, que compreende a Quinta-Feira, Sexta-Feira e o Sábado Santo, que prepara o ponto máximo da Páscoa: o Domingo da Ressurreição.

Tríduo Pascal

O Tríduo Pascal começa com a Missa da Santa Ceia do Senhor, na Quinta-Feira Santa. Neste dia, é celebrada a Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio, e comemora-se o gesto de humildade de Jesus ao lavar os pés dos discípulos.

Tempo Comum

Além dos tempos que têm características próprias, restam no ciclo anual trinta e três ou trinta e quatro semanas nas quais são celebrados, na sua globalidade os Mistérios de Cristo. Comemora-se o próprio Mistério de Cristo em sua plenitude, principalmente aos domingos. É um período sem grandes acontecimentos, mas que nos mostra que Deus se faz presente nas coisas mais simples. É um tempo de esperança acolhimento da Palavra de Deus. Este tempo é chamado de Tempo Comum, mas não tem nada de vazio. É o tempo da Igreja continuar a obra de Cristo nas lutas e no trabalho pelo Reino. O Tempo Comum é dividido em duas partes: a primeira fica compreendida entre os tempos do Natal e da Quaresma, e é um momento de esperança e de escuta da Palavra onde devemos anunciar o Reino de Deus; a segunda parte fica entre os tempos da Páscoa e do Advento, e é o momento do cristão colocar em prática a vivência do reino e ser sinal de Cristo no mundo, ou como o mesmo Jesus disse, ser sal da terra e luz do mundo.

O Tempo Comum é ainda tempo privilegiado para celebrar as memórias da Virgem Maria e dos Santos.

O Tempo Comum a cor liturgica é o verde que simboliza esperança.

Tempo Pascal

A Festa da Páscoa ou da Ressurreição do Senhor, se estende por cinqüenta dias entre o domingo de Páscoa e o domingo de Pentecostes, comemorando a volta de Cristo ao Pai na Ascensão, e o envio do Espírito Santo. Estas sete semanas devem ser celebradas com alegria e exultação, como se fosse um só dia de festa, ou, melhor ainda, como se fossem um grande domingo, vivendo uma espiritualidade de alegria no Cristo Ressuscitado e crendo firmemente na vida eterna.

Cor Litúrgica- Branco símbolizando a luz, tipificando a inocência e a pureza, a alegria e a glória.

Anos Litúrgicos: Ciclos A, B ou C ?

O rito romano, utilizado nas celebrações da Igreja Católica possui um conjunto de leituras bíblicas que se repetem a cada três anos perpassando os domingos e as solenidades. A cada ano, a liturgia das celebrações segue uma sequência de leituras próprias, divididas em anos A, B e C.

-No ano “A” a leitura principal na celebração das missas segue o Evangelho de São Mateus;

-No ano “B”, a leitura principal segue o Evangelho de São Marcos;

-No ano “C”, a leitura segue o Evangelho de São Lucas.

Já o Evangelho de São João é reservado para as ocasiões especiais, principalmente as grandes Festas e Solenidades, para este evangelho não existe um ano litúrgico específico.

Como é calculado o ano litúrgico?

Muito simples, apenas somando os algarismos do ano.

O ano em que a soma dos algarismos for um número múltiplo de 3 é do ciclo C.

O ano anterior terá sido portanto do ciclo B e o seguinte, siclo A!

Exemplo: 2016 = 2+0+1+6= 9. 9 é múltiplo de 3, então 2016, foi um ano litúrgico do cliclo C. Assim, o ano de 2017 foi o ciclo A, e o ano de 2018 será um ano litúrgico do ciclo B.

Não existe erro! É fácil!

Mas atenção!! Como já foi mostrado aí acima nesta página, existe um início antecipado!!!!

O ano litúrgico se inicia no primeiro domingo do Advento (cerca de quatro semanas antes do Natal) e se encerra com a solenidade de Cristo Rei do Universo do ano seguinte. Tenha atenção, pois o ano litúrgico não coincide com o ano civil, tem sempre seu inicio antecipado em quatro semanas antes do Natal.

Os anjos são criaturas que têm mais poder e habilidades do que os humanos. Eles vivem no domínio espiritual, que é um nível de existência acima do Universo físico. A Bíblia chama esse domínio de Céu. Por isso, eles podem ser chamados também de espíritos.

Antes de mais nada, queremos deixar claro que a Bíblia somente cita o nome de 3 anjos: Gabriel (o mensageiro), Rafael (o curador) e Miguel (o príncipe da luz e arcanjo líder da milicia celeste). Há inúmeros locais na Biblia que mencionam a existência deles e mesmo seu número excedendo os milhões (Ap 5:11) - as informações abaixo vêm da tradição oral judaica e de outras.

De onde vêm os anjos?

Deus criou Jesus, “o primogênito de toda a criação”. Para criar os outros anjos, Deus usou Jesus. A Bíblia explica: “Por meio [de Jesus] foram criadas todas as outras coisas nos céus e na terra, as coisas visíveis e as coisas invisíveis.” Isso inclui os anjos.

Os Anjos - quem são, como se organizam, o que fazem?

Enquanto a maioria dos anjos cumpriram com o que lhes foi pedido, Samael (ou Lúcifer), um dos preferidos de Deus, não somente não seguiu o que lhe foi pedido, como também convenceu muitos outros anjos a fazerem o mesmo. Por haverem se voltado contra Deus, o Arcanjo Miguel liderou o processo de expulsão destes anjos rebelados para fora do céu, sendo enviados ao Inferno onde teriam seu reino próprio, e de onde passaram a fazer o possível para também influenciar a humanidade a se afastar de Deus.

O pecado, portanto, não é uma criação do homem, nem tampouco de Deus - é uma criação angélica, já que foi um dos anjos renegados que se insinuou no Jardim do Éden à Eva, fazendo-a desobedecer o que fôra definido por Deus como inacessível ao homem: o fruto da árvore do conhecimento do Bem e do Mal.

O pecado não está em comer do fruto ou ter acesso ao conhecimento, mas sim na desobediência em si.

Segundo sua função, os Anjos são divididos em 3 hierarquias, com 3 coros cada. Esta divisão, entretanto, não classifica os Anjos de acordo com seu poder ou importância.

Primeira hierarquia: É formada pelos Santos Anjos que estão em íntimo contato com o Criador. Dedicam-se a Amar, Adorar e Glorificar a DEUS numa constante e permanente frequência: Serafins, Querubins e Tronos.

Serafins:

A categoria angelical mais próxima de Deus. Apesar de Anjo não ter sexo nem idade, os Serafins são considerados os mais velhos de todos os Anjos. São entidades superiores que conhecem a infinita bondade. Seus deveres são velar, adorar e louvar à Santíssima Trindade, assim como propagar o Princípio da Vida Universal e manifestar a gloria de Deus. Possuem poderes de purificação e iluminação. O Príncipe desta categoria chama-se METRATON, ele governa todas as forças da criação em beneficio dos habitantes da Terra. Reúne nas mãos o esplendor das sete estrelas, e é um Anjo de Luz, príncipe de todos os Serafins, governante das forças da criação e Rei dos Anjos.

Por isso possui um grande poder de dimensões globais. Seu poder é equiparado ao de Lúcifer e próximo ao do Próprio Deus Criador. É um anjo de proteção e força; Os Serafins  são oito:

ACHACHIAH - Anjo da paciência e da tolerância.

CAHETHAL - Anjo da Proteção Divina.

ELEMIAH - Atua na reconciliação.

JELIEL - Atua em revoltas e rebeliões.

LELAHEL - Atua na reconciliação amorosa, tem domínio sobre o amor e a cura.

MAHASIAH - Domínio sobre a filosofia e teologia, promovedor da paz.

SITAEL - Atua também em revoltas e rebeliões.

VEHUIAH - Atua na área da justiça e assuntos difíceis de serem resolvidos.

Querubins:

Recebem os raios da Divina Sabedoria de Deus e são responsáveis pela ordenação do caos universal. Oferecem aos homens o conhecimento e as idéias. Acredita-se que o trono do Papa é guardado por 4 Querubins. O Príncipe desta categoria chama-se RAZIEL, que é o Anjo dos mistérios, o príncipe do conhecimento e guardião dos segredos de Deus. São os bebês, retratados com simpatia e graça pelos pintores.  Os Querubins têm sua atenção atraída facilmente por doces e crianças. São representados por uma criança gordinha, bochechuda, com jeito de garoto moleque e travesso. Os querubins são oito:

ALADIAH - Atua na cura de doenças.

HAHAHIAH - Anjo das revelações atua principalmente através dos sonhos.

HARIEL - Anjo propagador da fé religiosa.

HAZIEL - Atua na reconciliação.

HEKAMIAH - Anjo protetor dos comandantes dos exércitos do bem.

LAOVIAH - Atua no descobrimento de fraudes e segredos.  

MEBAHEL - Atua na área da justice e da liberdade.

YESALEL - Atua na amizade e no relacionamento conjugal.

Tronos:

Possuem uma essência muito pura e zelam pelo trono de Deus, oferecendo ao homem o sentido de união. Recebem de Deus as ordens para depois comunicá-las às dominações e a outros espíritos de menor poder. O Príncipe desta categoria chama-se TSAPHKIEL (Auriel), que simboliza as forças criativas em ação, ajuda-nos a contemplar o futuro e é associado com a Terra. Príncipe dos tronos é o Anjo da Noite. Seu elemento é a terra, símbolo da criação. Seu poder de ação no mundo está associado aos terremotos. Os Tronos têm sua atenção atraídos pela música, são representados como Anjos jovens, bonitos, que levam nas mãos um instrumento musical como a Harpa, a Cítara ou uma Trombeta. Anjos da qualidade trono:

CALIEL - Atua na descoberta da verdade.

HAHEUIAH - Atua na obtenção da graça de Deus.

IEIAIEL - Atua na diplomacia e no diálogo.

LAUVIAH - Anjo das revelações atua principalmente através dos sonhos. Também atua no bom sono.

LEUVIAH - Atua na memória, inteligência e na obtenção da graça de Deus.

MELAHEL - Atua no conhecimento de ervas que curam.

NELCHAEL - Atua contra a calúnia.  

PALALIAH -  Atua na propagação da religião e da moral. Anjo das vocações.

Cada um desses “filhos do verdadeiro Deus” foi criado individualmente.

Logo após sua criação, antes da criação do mundo, houve uma "guerra no céu" - segundo ainda a tradição judaico-cristã, Deus pediu a todos os anjos criados que lhe dessem uma prova de seu amor para que pudessem se aproximar d'Ele. Não se sabe qual foi essa prova, mas se cogita que teria algo que ver com a promessa de respeitar e cuidar da humanidade que seria criada em seguida. 

Dominações:

São considerados de qualidade dominante, fazem cumprir a vontade do Senhor em todos os seres celestiais. Aspiram à verdadeira soberania. Despertam no homem a força para vencer o inimigo interior. O Príncipe desta categoria chama TSADKIEL é o anjo do fogo, da profecia e das revelações. Eles têm sua atenção atraídas por velas e oráculos.

Eles trazem como símbolo o cetro e a espada, representam a autoridade e o poder divino sobre toda a criação.

Anjos da qualidade das dominações:

Segunda hierarquia: São os Santos Anjos que dirigem os Planos da Eterna Sabedoria, comunicando aqueles projetos aos Anjos da Terceira Hierarquia, que vigiam o comportamento da humanidade. Eles são responsáveis pelos acontecimentos no Universo. Esta Hierarquia é formada pelos seguintes Coros de Anjos: Dominações, Potestades e Virtudes.

HAAIAH - Atua na diplomacia, no diálogo e nas disputas judiciais.

IERATHEL - Anjo de proteção.

LECABEL - Anjo da agricultura, protege as plantações para o consumo humano.

NITHHAIAH - Atua na magia e no esoterismo.

OMAEL - Anjo da paciência e da tolerância.

REYEL - Atua contra os hereges.

SEHEIAH - Atua no combate a doenças e parasitas.

VASAHIAH - Anjo da justiça.

Potestades (ou Potências):

Tem o grande objetivo de proteger todos os seres humanos do poder maligno e destrutivo do demônio. São responsáveis pela ordem e pelos quatros elementos: Água, Terra, Fogo e Ar. Quando invocados, interferem contra todas as tentações. O Príncipe desta categoria chama-se KAMAEL, que interfere nas relações interpessoais e disciplinadoras. É o príncipe encarregado de receber as influências de Deus, para transmiti-las aos Anjos dessa categoria e aos demais anjos, auxiliar nas ações da força de Deus.Chamam-lhe a atenção animais. Eles trazem como seu símbolo a espada flamejante.

Anjos da qualidade da potência:

ANIEL - Atua nas artes e nas ciências.

CHAVAKIAH - Protege e harmoniza paz na família.

HAAMIAH - Protetor contra os espíritos malignos.

IEHUIAH - Protege as pessoas boas de coração.

IEIAZEL - Atua na liberdade de expressão e na comunicação.

LEHAHIAH - Protege as pessoas fiéis e guardiã das leis de Deus

MENADEL - Protege e mantém a pessoa em seu emprego.

REHAEL - Protetor contra o mal.

Virtudes:

São representados pelo Reino Mineral e pelas leis que regem a criação e considerados orientadores das pessoas, de acordo com a vontade Divina. Traduzem o desejo de Deus e oferecem ao homem discernimento. Eles têm o poder de acalmar a fúria da natureza, como tempestades, maremotos e terremotos. Trabalham com milagres. O Príncipe desta categoria chama-se RAPHAEL, que é o auxiliador dos trabalhos de cura o Anjo protetor dos médicos, por este motivo às vezes é representado segurando um frasco de bálsamo, óleo da cura, ele é a medicina de Deus,um anjo guerreiro de grande poder, representado geralmente com uma espada na mão ou com um com arco e flecha. Foi Raphael quem subjugou e amarrou o poderoso Anjo Caído AZAZYEL, após este ter desafiado Gabriel e Miguel. RAPHAEL. Será ele quem conduzirá a nova geração para novo milênio e deverá remediar os males da humanidade. Eles têm sua atenção atraídas pelos aromas. Eles podem ser representados levando na mão um cajado ou um bastão.

Anjos da qualidade das virtudes:

ARIEL – Anjo do agradecimento a Deus.  

ASALIAH – Anjo das leis de Deus.

HAHAHEL - Atua contra os hereges, e protege a palavra de Jesus.

MIHAEL – Atua na reconciliação e na harmonia conjugal.

MIKAEL (anjo da virtude) - Protege os viajantes.  

SEALIAH – Protege os humildes.  

VEULIAH – Anjo que atua contra a escravidão.  

YELAIAH - Atua no judiciário, fazendo justiça.

Principados:

São os protetores das comunidades e responsáveis pelo reino vegetal. Cada país, município, bairro ou igreja tem um vigilante para defesa e amparo geral. Os principados vigiam os lideres de todos os povos, seus protegidos tem facilidade de encontrar solução para os problemas. O Príncipe desta categoria chama-se HANIEL, que ajuda a resolver todos os problemas de amor, é invocado contra as forças do mal, rege a graça de Deus. È um grande guerreiro na luta contra o mal. Eles  têm a atenção atraída por cristais. Eles são conhecidos pelo cetro e espada.

Anjos da qualidade dos principados:

Terceira hierarquia: É formada pelos Santos Anjos que executam as ordens do Altíssimo. Eles estão mais próximos de nós e conhecem a fundo a natureza de cada pessoa que devem assistir, a fim de poderem cumprir com exatidão a Vontade Divina: insinuando, avisando ou castigando, conforme o caso. Esta Hierarquia é formada pelos: Principados, Arcanjos e Anjos.

CUPIDOS – Anjos do Amor - O Cúpido é representado geralmente como um bebe nu com asas. Ele  possui um arco com flechas encantadas de amor.

DANIEL – Anjo da Misericórdia de Deus.  

HAHASIAH – Anjo da Elevação da Alma.  

IMAMAIAH – Anjo de proteção contra as pessoas cruéis.  

MEBAHIAN – Protetor das crianças.  

NANAEL – Anjo protetor dos professores e mestres.  

NITHAEL - Anjo da Misericórdia de Deus, Protetor dos presidentes.

POIEL – Protetor da filosofia.

VEHUEL – Anjo da Glorificação de Deus.

Arcanjos:

São os lideres entre os Anjos. Deus confia a essas criaturas celestiais, missões extraordinárias e revelações acima da compreensão humana. Deus enviou o Arcanjo Gabriel para dar a notícia à Maria de que ela seria mãe de Cristo. As pessoas abençoadas pelos Arcanjos são religiosas de caráter impecável. O Príncipe desta categoria chama-se MIKAEL (MIGUEL), seu nome é um grito de batalha, invocado para coragem, defesa forte e proteção divina. Todo primeiro domingo de cada mês, às 10 horas, o Arcanjo Mikael, está mais próximo da Terra. Sua atenção é atraída pelas flores. Os Arcanjos levam nas mãos uma espada e um escudo.

São arcanjos:

ANAUEL – Anjo da sabedoria espiritual.  

HARAHEL – Atua na cura de doenças nos órgãos reprodutores – Anjo da Procriação.

IAHHEL – Anjo da sabedoria e ideias.

IEIALEL – Atua contra a depressão.

MEHIEL – Proteção contra os inimigos.

MITZRAEL – Atua nas curas espirituais.

NEMAMIAH - Protege os justos.

UMABEL – Favorece a amizade e o diálogo.

Anjos:

Encarregados de orientar e influenciar os homens no caminho da vida. São seres de luz, responsáveis pelo desenvolvimento espiritual dos humanos. Não ocupam atribuições ou postos especiais no exercício celestial. As pessoas sob o domínio dos Anjos gostam de liberdade, não tem apego ao dinheiro, são bem-humoradas e inteligentes. O Príncipe desta categoria chama-se GABRIEL, é o Anjo da esperança e o mais poderoso de toda a hierarquia angelical, é considerado um divino Elohim. Seu poder é equiparado ao de Lúcifer e ao próximo ao do Próprio Deus Criador. Foi ele quem fez a anunciação do nascimento de Jesus a Maria. È o Anjo protetor de Jesus e do Profeta Mohammad (Maomé). Seu nome significa O MENSAGEIRO. Atenção atraída por frutas.

São Anjos:

AYEL - Anjo da filosofia e religião, ajuda na longevidade e na preservação da raça humana e sua cultura.

AZRAEL – É um Anjo da Morte, apesar deste nome ele é um anjo celestial. Quando Deus solicitou a Gabriel que este separasse o barro para a criação do homem, Gabriel relutou assim como o Anjo Miguel. Mas AZRAEL,foi de imediato e separou o melhor barro para Deus. Por sua destreza, Deus “mais tarde” encarregou-lhe a missão de separa as almas desencarnadas e encaminhá-las ao céu. Por este motivo ele é Chamado de Anjo da Morte.

DAMABIAH - Possui poder sobre o mar, protege as pessoas que trabalham e vivem do mar; pescadores, embarcados, marinheiros. Protege contra feitiços.

HABUHIAH - Atua na agricultura, criação e fecundação de animais. É um anjo harmonizador e provedor da paz.

HAIAEL - Quando invocado, fornece forças para as pessoas lutarem contra seus inimigos.

MANAKEL - Possui poder sobre a música e poesia. E grande poder para combater o ódio e acalmar as pessoas.

MUMIAH (PORTUGAL) – Anjo de Portugal – Anjo que acompanhou as aparições da Maria na Cidade de Fátima.

ROCHEL - Possui poder sobre a política e justiça. Também é invocada para ajudar na recuperação de objetos perdidos ou roubados.

YABAMIAH - Possui poder sobre as forças da natureza. Ajuda as pessoas a se recuperarem dos vícios das drogas e bebidas, com sua energia purificadora. Não existe uma representação especial para eles, tomam a forma com que você os imagina.

Juntamente com os Apóstolos de Jesus, São Paulo foi certamente uma das figuras centrais para a definição do que hoje conhecemos como Fé Católica e, até mesmo, o Cristianismo.

Enquanto a ação de São Pedro e dos apóstolos foi mais ligada à mudança espiritual proposta por Jesus Cristo, São Paulo claramente se dedicou a estabelecer as regras fundamentais sobre como os seguidores de Cristo deveriam se comportar.

São Paulo - sua vida, suas viagens e suas cartas!

São Paulo, Apóstolo nasceu em Tarso, na Cilícia (atual Turquia), no ano 5 da era cristã. Tarso era um próspero centro mercantil e intelectual do mundo romano.

Recebeu dois nomes, Saulo – hebreu e Paulo – romano. Seus pais eram judeus, mas gozavam dos privilégios da cidadania romana. Passou os primeiros anos de vida em meio à comunidade judaica e frequentou a escola da sinagoga. Um antigo costume judeu era ensinar às crianças algum trabalho útil. Paulo tornou-se tecelão.

Ainda adolescente, foi enviado a Jerusalém, onde deveria familiarizar-se mais profundamente com a religião e a cultura hebraica. Em Jerusalém, estudou no templo de Salomão, reedificado e embelezado por Herodes Agripa, o governador da Palestina.

Durante cinco anos foi educado como discípulo de Gamaliel, rabino influente e de renome. Além da Bíblia, estudou a Lei Oral, um conjunto de tradições que regulava todas as atividades da vida cotidiana. Saulo se preparava para ser um rabino na mais ortodoxa das seitas judaicas.

No fim dos estudos retorna a Tarso. Alterna os trabalhos na sinagoga e a fabricação de tendas junto ao pai. Nessa época, ocorreram os grandes eventos do cristianismo. Desde 26, Jesus anunciava o Evangelho, entre 28 e 30 datam-se sua morte e ressurreição. Quando Saulo chega a Jerusalém, em 29, os discípulos de Jesus já eram mais de 5000. A maior parte dos judeus, inclusive Saulo, não acreditava, ainda, que aquele fosse o Messias. Tornou-se perseguidor das primeiras comunidades cristãs e participou do apedrejamento do helenista convertido Estêvão.

A caminho de Damasco, São Paulo teve a visão de uma luz incandescente e Jesus lhe indaga "Saulo, por que Me persegues? No mesmo instante ficou cego e durante três dias entregou-se às orações.

A mando de Jesus, Ananias vai a seu encontro, prepara seu batismo, põe a mão em sua cabeça e no mesmo instante Paulo recobra a visão e impressionado converte-se ao cristianismo.

Para reconstruir seus pensamentos, retira-se para o deserto da Arábia.

Realiza diversas expedições missionárias pregando o evangelho de Jesus Cristo.

Em 44, após pregar durante três anos, em Tarso, segue para Antioquia, capital da província da Síria, então a terceira cidade do império, logo após, Roma e Alexandria. Nessa cidade inicia a missão entre os gentios. Foi nessa cidade que os discípulos, pela primeira vez, foram chamados cristãos.

Até o ano de 62, Paulo escreveu suas epístolas, das quais treze conseguiram sobreviver: 1ª e 2ª aos Tessalonicenses, aos Gálatas, aos Filipenses, 1ª e 2ª aos Coríntios, aos Romanos, a Filemon, aos Colossenses, aos Efésios, 1ª e 2ª aos Timóteo e aos Hebreus. Nas epístolas, trata da doutrina, da ética cristã e da organização da Igreja. (Na Bíblia, as Epístolas seguem-se aos Evangelhos e aos Atos doa Apóstolos).

Em 64, após o incêndio em Roma, cuja responsabilidade Nero garantiu que recaísse sobre os cristãos, São Paulo, Apóstolo, é novamente preso e levado para os arredores de Roma quando, em 67, foi decapitado.

Entre 49 e 53, São Paulo realiza sua segunda viagem missionária. Entre outras cidades, vai a Macedônia, Acaia, Filipes, Atenas e Corinto. Entre 50 e 52 permanece em Corinto durante dezoito meses e funda uma comunidade cristã formada por pessoas da camada mais modesta da população. A primeira Carta aos Coríntios foi escrita em Éfeso, provavelmente em 56, com o objetivo de restabelecer a unidade, advertindo que o único líder é Cristo.

Em 58, em Jerusalém, foi acusado de haver pregado contra a Lei e além de ter introduzido um gentio, no templo. Preso é enviado preso, primeiro por 2 anos para Cesaréia, local onde o novo procurador romano Félix, substituto de Pôncio Pilatos, mantinha sua residência, e em seguida, para Roma, onde seria julgado por um tribunal de César (Nero) por ser cidadão romano, mas um naufrágio interrompe a viagem. Paulo consegue permissão para ficar em prisão domiciliar.

A primeira viagem missionária

Nos Atos, relatam-se três viagens de Paulo: a primeira, liderada primeiro por Barnabé, levou Paulo de Antioquia até Chipre, passando depois pela Ásia Menor (Anatólia) e de volta a Antioquia.

Em Chipre, Paulo enfrenta e cega Elimas, o mago, que estava criticando seus ensinamentos ao procônsul Sérgio Paulo.
Deste ponto em diante, passa a ser chamado de Paulo e aparece como o líder do grupo.

Quando chegaram em Perge, João Marcos (criança e futuro evangelista Marcos), que acompanhava o grupo, voltou para Jerusalém e os dois foram para Antioquia na Pisídia, Paulo profere um longo discurso e converte muitos, mas o grupo acaba expulso da cidade (Atos 13).

Em Icônio, foram novamente expulsos e seguiram para Listra, onde foram confundidos com os deuses romanos Júpiter e Mercúrio depois que Paulo curou um coxo. Por conta da intriga dos judeus, Paulo foi preso e apedrejado, mas sobreviveu e, com Barnabé, seguiu para Derbe. De lá, retornaram passando novamente pelas mesmas cidades para reforçar as comunidades recém-fundadas e terminaram a viagem em Antioquia (Atos 14).‍‍

A segunda viagem missionária

Com o objetivo de levar a Antioquia o resultado do concílio, os fiéis realizaram uma eleição para escolher dois mensageiros que acompanhariam Paulo e Barnabé nessa missão. Os eleitos então foram Silas e Judas, "chamado Barsabá". Paulo, Barnabé, Judas e Silas partiram então de Jerusalém levando os decretos dos apóstolos aos fiéis em Antioquia e nas províncias romanas da Síria e Cilícia (Turquia). Chegando a Antioquia, eles cumprem a missão que lhes foi dada, sendo que Judas retorna para Jerusalém e desaparece da história, enquanto Silas permanece na cidade.

(e o Concílio de Jerusalém):

Paulo partiu para sua segunda viagem de Jerusalém, onde estava sendo realizado o concílio com os outros apóstolos no qual a obrigatoriedade da circuncisão foi retirada. A maior parte dos acadêmicos concorda que houve uma reunião vital entre Paulo e a igreja de Jerusalém em algum momento entre os anos de 48 e 50, descrita em Atos 15:2 e geralmente entendido como o mesmo evento mencionado por Paulo em Gálatas 2:1.[6] A principal questão discutida ali foi se os gentios convertidos precisavam ou não ser circuncidados, conforme o relato nos Atos e em Gálatas. Paulo alega em sua epístola que terá sido neste encontro que Pedro, Tiago e João aceitaram a missão de Paulo aos gentios.

A terceira viagem missionária

Paulo iniciou sua terceira viagem missionária passando por toda a região da Galácia e da Frígia para reforçar a fé e ensinar para os fiéis, além de repreender os que estavam em erro. Quando chegou em Éfeso, ficou ali por pouco menos de três meses e realizou uma série de milagres, como curas e exorcismos. Depois de provocar uma revolta na cidade, o apóstolo seguiu para a Macedônia, passando novamente por Corinto, onde permaneceu por três meses. Quando ele estava pronto para retornar para a Síria, mudou de ideia por conta de um plano que os judeus tinham feito contra sua vida, voltando então para a Macedônia e dali seguiu para a Trôade, onde ressuscitou o jovem Êutico depois de ele ter caído três andares e ter sido «levantado morto» (Atos 20:9).

A viagem de Paulo, que pretendia chegar em Jerusalém para celebrar o Pentecostes (entre maio e junho), continuou passando por Assos, Mitilene, Quios, Samos e Mileto (Atos 20). A dura jornada passou ainda por Cós, Rodes e Pátara, onde Paulo embarca num navio com destino à Tiro, na Fenícia. Depois de sete dias na cidade, o grupo de Paulo segue para Ptolemaida, Cesareia, onde visitaram Filipe, o Evangelista, e finalmente Jerusalém (Atos 21).

Embora Paulo tenha escrito sobre uma visita que fez a Ilíria, ele estava se referindo ao que hoje chamamos de Ilíria Grega, parte da província romana da Macedônia, onde hoje está atualmente a Albânia.

Basílica de São Paulo Extra-Muros com a estátua de Paulo na frente.

Na basílica encontram-se as alegadas relíquias do apóstolo, em Roma.

(Clique na foto para conhecer detalhes da Basílica)

Reconstituição facial de Paulo feita por especialistas na Alemanha

Cronologia das Cartas de São Paulo

Ante as dificuldades que apresenta toda e qualquer cronologia, não admira que no caso das epístolas de Paulo seja difícil atingirmos aquela certeza que todos desejariam. Vejamos:

I. A primeira epístola: Gálatas

Supunha-se, outrora, que esta epístola tivesse sido escrita cerca do ano 57, ou seja na mesma altura em que foi a de Romanos, e talvez Coríntios. Não faltou quem reunisse casos paralelos de doutrina e de estilo em Gálatas e Romanos, mas não se trata de prova convincente de maneira a concluir-se que essas epístolas são contemporâneas, pois os temas comuns a ambas, nomeadamente o da justificação, adaptam-se a qualquer época. Julgou-se, ainda, que Gálatas fosse uma espécie de "rascunho" que Romanos aperfeiçoou, uma vez que se admitem alguns anos de diferença entre a publicação ou aparecimento das duas cartas. Do mesmo modo poderíamos também frisar, que alguns anos medeiam entre a doutrina da crucificação com Cristo e do batismo "em Cristo" dos Gálatas com os mesmos temas mais desenvolvidos em #Rm 6.3-11.

II. Epístolas da segunda viagem missionária: 1 e 2 Tessalonicenses

Durante a segunda viagem missionária Paulo partiu da cidade de Trôade, na Ásia Menor, para a Europa, com o fim de evangelizar as cidades de Filipos, Tessalônica, Beréia, Atenas e Corinto, onde chegou por fins do ano 51. Nesta última cidade encontrou-se com Timóteo e Silas, que lhe narraram pormenorizadamente a situação dos neoconvertidos de Tessalônica (At 18.5), aos quais Paulo logo dirigiu a sua 1Ts, possivelmente durante o ano de 52. A 2Ts deve ter sido escrita pouco depois, também de Corinto.

III. Epístolas da terceira viagem missionária: 1 e 2 Coríntios e Romanos

Nesta viagem Paulo passou cerca de 3 anos em Éfeso (53-56), de cuja cidade escreveu a 1 aos Coríntios, talvez no ano de 55 (1Co 16.8). Depois seguiu para a Macedônia, onde redigiu a 2 aos Coríntios, talvez só em 56 (2Co 7.5). Percorrendo, em seguida, diversos lugares da Grécia (Acaia), permaneceu perto de três meses em Corinto, sendo hóspede de Gaio (Rm 16.23; 1Co 1.14), e aí teve oportunidade de dirigir a sua epístola aos Romanos, possivelmente cedo no ano 57.

Há, no entanto, um caso que pode levar-nos a supor que a epístola aos Gálatas foi escrita antes de 57, e dirigida aos crentes da Galácia do Sul. Supõe-se, na realidade, que Paulo a destinou às igrejas de Antioquia da Psídia, de Icônio, de Listra e de Derbe, regiões evangelizadas pelo Apóstolo durante a sua primeira viagem missionária. Ora Paulo regressou desta viagem a Jerusalém provavelmente no verão do ano 49, e a carta tinha por fim impedir as atividades de certos doutrinadores judaizantes entre os neoconvertidos da Galácia, sendo, portanto, escrita ainda nesse mesmo ano. Assim, tudo leva crer, que esta carta foi a primeira que Paulo escreveu.

Um dos pontos que nos chama mais a atenção quando saímos do Brasil e vamos assistir à Santa Missa em um país estrangeiro, seja de idioma hispano ou em inglês, é a diferença do que nos acostumamos a conhecer desde pequenos como o "Credo", ou ainda o "Creio". Lembra? Se você teve a oportunidade de conversar e conviver com pessoas de mais idade, mais simples, elas ainda se referiam (e se 'benziam' com um sinal da cruz) ao som do chamado "Crendospadre!!!".

Símbolo dos Apóstolos x Credo Niceno-Constantinopolitano

Essa afirmação seguida do Sinal da Cruz é perfeitamente alinhada às origens do "Credo". Na verdade, a versão mais curta e conhecida é oficialmente chamada de o "Símbolo dos Apóstolos". É necessario entender que, neste caso, 'símbolo' quer dizer 'chave', ou 'meio de identificar como diferente', o que simboliza, o que mostra e confirma ser diferente.

O Símbolo dos Apóstolos foi, em teoria, escrito pelos 12 Apóstolos (cada um deles, tendo sido inspirado pelo Espírito Santo, teria feito uma pequena proclamação de sua fé em Cristo e, ao serem complicadas em conjunto, viraram uma PROFISSÃO DE FÉ). A razão pela qual teria sido compilado seria a de fazer frente e deixar clara a diferença entre os verdadeiros seguidores de Cristo (da religião Cristã, até então) em detrimento aos chamados Gnósticos que renegavam a natureza temporariamente humana de Jesus e, portanto, não reconhecendo nem seu sacrifício, nem sua morte e nem sua ressurreição, fatos impossíveis de serem impingidos a uma divindade, segundo eles.

O Símbolo dos Apóstolos, transmitidos pela voz primeiramente e em escritos a partir dos anos 50 d.C. teriam sido, portanto, um separador, uma forma de deixar clara a diferente forma de entender a figura central de Jesus Cristo na vida e na boa nova pregada pelos Apóstolos.

A forma original em latim do Símbolo dos Apóstolos era dividida pela Igreja Católica em 12 partes:

01. Credo in Deum Patrem omnipotentem, Creatorem caeli et terrae,

02. et in Iesum Christum, Filium Eius unicum, Dominum nostrum,0

03. qui conceptus est de Spiritu Sancto, natus ex Maria Virgine,

04. passus sub Pontio Pilato, crucifixus, mortuus, et sepultus,

05. descendit ad ínferos, tertia die resurrexit a mortuis,

06. ascendit ad caelos, sedet ad dexteram Dei Patris omnipotentis,

07. inde venturus est iudicare vivos et mortuos.

08. Credo in Spiritum Sanctum,

09. sanctam Ecclesiam catholicam, sanctorum communionem,

   (Claramente modificado para Católica pela nova Igreja) (provavelmente 'Christum')

10. remissionem peccatorum,

11. carnis resurrectionem,

12. vitam aeternam. Amén".

Ou, como o viemos a conhecer ... O Credo (Símbolo dos Apóstolos):

Creio em Deus Pai, todo-poderoso, Criador do céu e da terra, e em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu ao Céu, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém.

Concílios de Nicéia e de Constantinopla

E PORQUE ENTÃO O NOVO CREDO ?

Primeiro, deixemos claro que há uma falta de concordância generalizada com o nome que deixa entender que o Credo Niceo-Constantinopolitano teria nascido primeiramente no Concílio de Nicéia (325 d.C.) e posteriormente revisado e aprovado no Concílio de Constantinopla (381 d.C.). Na verdade, é bem mais complicado que isso.

A discussão sobre a necessidade de uma nova Profissão de Fé Católica mais abrangente, mais detalhada, com menor risco de permitir dualidades ou duplos sentidos, que eliminasse possibilidades de haver diferentes interpretações com relação à vida e aos ensinamentos de Jesus Cristo, tudo isso realmente começou em Nicéia, mas houve uma grande quantidade de reuniões episcopais como o primeiro Concílio de Éfeso (431 d.C.), Concílio de Calcedônia (451 d.C.), o segundo Concílio de Constantinopla (553 d.C.), e por aí segue.

No Concílio de Nicéia, foi necessário adicionar uma mais clara forma de se confirmar a natureza una da Santíssima Trindade, principalmente entre Deus Pai e Deus Filho. Como resultado foram incluídos os termos "Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro." Já no Concílio de Constantinopla (segundo), a heresia era a afirmação da divindade do Espírito Santo, para o qual foi incluido "..., Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele que falou pelos profetas."

Fato é que sua necessidade e implementação foi ratificada, para que fosse recitado sob pena de excomunhão daqueles que o violassem, principalmente para os religiosos que fossem eleitos para posições críticas e altas na hierarquia da nova Igreja Católica.

Somente em 2002 a Igreja definiu que todas as Arquidioceses do Mundo passassem gradativamente a implementar o Credo Niceo-Constantinopolitano nas Liturgias, permitindo somente durante a Quaresma e no Tempo Pascal substituí-lo por sua versão anterior e mais curta, o Símbolo dos Apóstolos.

Eis o Credo Niceo-Constantinopolitando como o conhecemos hoje:

Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso,  Criador do Céu e da Terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis.

Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus,  nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por Ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos Céus; e encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e Se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras; e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai. De novo há de vir em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu Reino não terá fim.

Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele que falou pelos profetas.

Creio na Igreja: Una, Santa, Católica e Apostólica.

Professo um só Batismo para remissão dos pecados.

E espero a ressurreição dos mortos, e a vida do mundo que há de vir.

Amém.

São Paulo e suas Cartas / Epístolas

Conversão de Paulo na estrada para Damasco

Morte de Estêvão

São Paulo, o Apóstolo

Paulo, ou Saulo (Saul), de Tarso como se chamava antes de seu encontro com Jesus e de sua conversão, é muito conhecido por suas Cartas às pequenas e novas comunidades cristãs fora de Israel (chamadas de Gentios) mas sua importância vai além já que muitos outros personagens se tornaram seus discípulos e, até mesmo, evangelistas. Veja um resumo de sua história abaixo:

Já com relação à influência, enquanto São Paulo se dedicou principalmente à evangelização dos chamados "gentios", ou extrangeiros recém convertidos, São Pedro e alguns dos demais apóstolos se concentraram na disseminação da boa nova do evangelho para o povo judeu, tanto os locais como os que se encontravam na diáspora.

As Indulgências: Parciais & Plenárias

É muito importante que se entenda o processo que ocorre no momento do Sacramento da Reconciliação, comumente conhecido como "Confissão". Este assunto está intimamente ligado ao item anterior que trata sobre os Pecados e, também, a esta seção que tenta explicar de forma descomplicada o que são as Indulgências Plenárias e Parciais.

Infelizmente, durante tempos de afastamento de grande parte da humanidade, mesmo de integrantes da Igreja Católica, as Indulgências foram tratadas e concedidas de forma simplista, usadas quase que como moeda de troca para que fossem alcançados objetivos políticos e de influência. As revisões feitas ao Código do Direito Canônico e ao Catecismo da Igreja trataram de ajustar tais erros e restauraram o antigo e lindo significado desta ajuda misericordiosa da Igreja para aqueles que necessitam de apoio para alcançar, além do perdão dos pecados concedido por Deus aos que recorrem ao Sacramento da Reconciliação, também encontrar a eliminação das penas temporais obrigatórias de cumprimento pelos pecadores, mesmo após o perdão.

Antes de explicar os detalhes do Código de Direito Canônico (última versão promulgada pelo Papa São João Paulo II em 1983), e do Catecismo da Igreja Católica sobre as Indulgências, entendamos claramente as consequências dos pecados cometidos e o processo de reconciliação:

- Quando cometemos um Pecado, ou seja, quando nos voltamos contra Deus através de pensamentos e palavras, atos e omissões, automaticamente três consequências acontecem, ou talvez mais simplesmente, três "entes" se criam:

(a) o fato, a ação, o pecado em si;

(b) a pena eterna do afastamento de Deus e, por consequência, a impossibilidade de sermos recebidos no Reino de Deus e de recebermos a vida eterna; e

(c) a pena temporal que temos que cumprir em nosso tempo de vida para compensar o ato cometido e, assim, nos auxiliar no processo de eliminar de nós o vício de cometer tal fato novamente.

- Entenda também a diferença entre virtude, ou seja, o hábito de se executar boas ações, e vício, o hábito de se cometer más ações, ou pecados. Aquele que comete um determinado pecado, mesmo ao se arrepender, e conseguir o perdão de Deus, em sua fraqueza humana, termina alimentando o hábito de cometer tal ação negativa, ou seja, alimenta seu vício.

- É similar ao que acontece quando desobedecemos aos nossos pais que nos aconselham a não fazer algo perigoso ... cometemos o "pecado" ao dar as costas ao amor de nossos pais e fazemos aquilo mesmo assim, e nos machucamos. Nossos pais ficam tristes conosco porque não aceitamos seus conselhos amorosos e protetores e decidimos nos colocar no centro de nossa vida. Por fim, nos machucamos. Ao aparecer em frente a nossos pais, chorosos, pedimos desculpas e, com amor, eles nos perdoam. Perdoar é eliminar a tristeza, é reatar laços, é esquecer o que passou e seguir adiante. Isso não quer dizer que o machucado foi curado. Mesmo que nossos pais já não mais estejam tristes conosco, há que se medicar. Muitas vezes, apesar de o tratamento ser doloroso, nos irá a ajudar a pensar melhor na próxima vez em que a tentação de repetir o mesmo ato se apresentar.

- Mas, ainda assim, mesmo depois de o tratamento feito, fica a cicatriz e, esta, é bem mais difícil de se eliminar. Podemos tomar ações que ajudem na cura de um machucado, mas para retirar uma cicatriz da pele, ou mesmo reparar ossos quebrados, necessitamos de ajuda externa. Agora, imagine, que haja condições para que tais ajudas externas sejam oferecidas a você; que somente aqueles que realmente provam estar prontos e comprometidos a não mais repetir as ações que os levaram à situação atual possam ser ajudados? Aqui, chegamos às Indulgências!

Todo o processo do Sacramento da Reconciliação até as Indulgências somente tem sentido, ou mesmo valor, se houver uma real contrição do pecador, ou seja, que exista um sentimento de arrependimento que beire a dor física, algo que o faça buscar de forma absurdamente honesta e verdadeira, e até mesmo com urgência, esta reaproximação com Deus, e com disposição total para cumprir quaisquer penitências colocadas pela Santa Igreja para tal.

Usando ainda um outro exemplo: o perdão dos pecados elimina a pena eterna e nos volta a abrir as portas do Reino para que possamos encontrar a Jesus no momento em que seguirmos para Seu lado, mas não garante que possamos entrar de forma direta... é como se cada pecado fosse um rasgo em nossa melhor roupa, e não podemos nos apresentar diante do Rei dos reis em frangalhos. Antes, precisamos consertar todos esses defeitos, eliminar as cicatrizes das feridas já curadas e, assim, nos apresentarmos diante do Senhor.

Ok: então o Sacramento da reconciliação, feito com contrição real por parte do pecador, garante o perdão dos pecados, eliminando-os da "memória" de Deus (e a sensação de culpa por parte do pecador). Mas fica a pena temporal e esta deve ser paga durante nossa vida terrena. O pagamento desta pena aqui, pode ser mais difícil, mas será menos sofrida que a segunda opção: o purgatório.

O Catecismo da Igreja Católica, em sua segunda parte (A Celebração do Mistério Cristão), Segunda Seção (Os Sete Sacramentos da Igreja), Capítulo Segundo (Os Sacramentos de Cura), Artigo 4 (O Sacramento da Penitência e da Reconciliação), item 1422, diz: "«Aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência obtêm da misericórdia de Deus o perdão da ofensa a Ele feita e, ao mesmo tempo, são reconciliados com a Igreja, que tinham ferido com o seu pecado, a qual, pela caridade, exemplo e oração, trabalha pela sua conversão»". Preste atenção, a Igreja também trabalha pela sua conversão!

Aqui entra então o que o Catecismo chama de "O Tesouro da Igreja", em seu item 1476, o preço incomensurável pago por Cristo e pelos Santos em seus sacrifícios para Glória de Deus e em prol de toda a humanidade! É este tesouro que lastreia as Indulgências que a Igreja concede aos que de coração se arrependem e buscam conversão. Em alguns casos, tais indulgências são capazes de limpar parte destas cicatrizes criadas pelo ato do pecado, ou seja, de quitar parcialmente as penas temporais. Em outras situações especiais, os católicos têm acesso à quitação total de suas penas temporais para os pecados cometidos até aquele momento e já confessados. São as Indulgências Parciais e as Indulgências Plenas (ou Plenárias).

E o amor de Deus não tem fim! Nós podemos usar as Indulgências recebidas, não somente a nosso favor, mas também em favor daqueles que, já defuntos, estão no purgatório sendo purificados para entrar definitivamente no Reino de Deus. Veja o que dizem os itens 1478 e 1479 do Catecismo da Igreja Católica:

1478. A indulgência obtém-se mediante a Igreja que, em virtude do poder de ligar e desligar que lhe foi concedido por Jesus Cristo, intervém a favor de um cristão e lhe abre o tesouro dos méritos de Cristo e dos santos, para obter do Pai das misericórdias o perdão das penas temporais devidas pelos seus pecados. É assim que a Igreja não quer somente vir em ajuda deste cristão, mas também incitá-lo a obras de piedade, penitência e caridade»

1479. Uma vez que os fiéis defuntos, em vias de purificação, também são membros da mesma comunhão dos santos, nós podemos ajudá-los, entre outros modos, obtendo para eles indulgências, de modo que sejam libertos das penas temporais devidas pelos seus pecados.

Na prática: o que é preciso então para se conseguir a Indulgência Plenária?

  • O fiel deve estar em estado de graça, ou seja, disposto a se reconciliar com Deus;
  • Somente pode ser recebida (Indulgência Plenária) uma vez por dia;
  • Além de estar em estado de graça, o fiel necessita (não necessariamente no mesmo dia, mas o mais próximo possível):
    • Ter a disposição de se afastar completamente do pecado, mesmo que seja só venial;
    • Se confessar sacramentalmente de seus pecados;
    • Receber a Santíssima Eucaristia (preferencialmente na Missa, mas não obrigatório);
    • Orar pelo Sumo Pontífice (Papa) (Pai-Nosso + Ave-Maria)

Além disso, o fiel deve cumprir uma das seguintes três obras descritas abaixo:

  • Obra de Piedade / Religião: executar uma Peregrinação Piedosa a um dos Santuários Católicos ou Lugares Jubilares, ou em seus respectivos Anos Santos;
  • Obra de Misericórdia / Caridade: visitar durante tempo adequado irmãos em necessidade ou em dificuldade (enfermos, prisioneiros, anciãos sozinhos, deficientes,...) como se fizesse uma peregrinação a Cristo presente neles / ou / sustentar com contribuição significativa obras de caráter religioso ou social / ou / dedicar uma certa parte do próprio tempo livre a atividades úteis para a comunidade;
  • Obra de Penitência: pelo menos por um dia, abster-se de consumo total de supérfluos ou jejuar / ou / abster-se do consumo de alimentos especificamente definidos pelo Episcopado (como carne), doando-os aos mais necessidados (ou a quantia correspondente);

Há também formas de se conseguir Indulgências em tempos específicos, como por exemplo, na celebração de Finados. Ao se visitar o cemitério com a intenção de orar pelos defuntos, conseguimos Indulgências Parciais que se revertem a eles, auxiliando-os em seu processo de purificação.

E, finalmente, como fico sabendo se consegui a Indulgência? Pois é, não fica ... somente saberá no momento em que sua  alma voltar aos céus. Alguns perguntarão, "mas isso não é justo!". Na verdade, não se trata de justiça já que o perdão já foi garantido ... Trata-se, novamente, de honestidade, de contrição real e de compromisso! Quem se confessa simplesmente para evitar o purgatório, ou mesmo o inferno, provavelmente já têm seu passaporte carimbado para tais lugares, porque não entendeu realmente do que isso se trata.

Aquele que se arrepende de coração dos pecados cometidos, que busca o perdão e a reconciliação, que usa sabiamente as penitências para criar o hábito de boas ações e tornar-se virtuoso e piedoso, reaproximando-se assim, cada vez mais de Deus, não terá dúvidas se suas ações conseguiram que sua Pena Temporal fosse reduzida, parcial ou integralmente - e mesmo que não sejam, saberá acatar com mansidão a decisão de Deus, e de suportar ainda um tempo de "limpeza" de sua alma. Este fiel tem a real consciência de que merece passar por tais processos e do valor de uma vida eterna ao lado do Pai.

Na fé Católica, nem Nossa Senhora nem os Santos são considerados "deuses". São pessoas alçadas à uma posição de intercessores por nós junto ao único Deus, em suas três pessoas. Esta proximidade a Deus lhes foi dada em retribuição por sua vida de fé e obediência, traduzida em atos que tocaram a vida das pessoas.. As orações direcionadas a eles não constitui, portanto, idolatria - mesmo eles não teriam o poder de interceder em nossas vidas sem a aprovação do Pai.